Prêmio Nobel de Economia de 2008 e pesquisador da Universidade de Princeton acredita que reação do mundo e dos próprios brasileiros à situação econômica do país é um exagero. 

Paul Krugman se diz um cara pessimista. Mas, ao falar sobre o Brasil, surpreende qualquer um que esteja em pânico com a crise brasileira atual. Para o Nobel de Economia de 2008 e pesquisador da Universidade de Princeton, ela não é tão preocupante quanto você está pensando. “A situação é grave, mas temporária. Ela não reflete problemas econômicos fundamentais, como já ocorreu em momentos anteriores da história do país. O clima no Brasil deveria ser de otimismo”, diz o economista.

Segundo Yves Morieux, sócio da BCG, "A vantagem competitiva de hoje está em saber gerenciar a nova complexidade dos negócios sem se tornar uma empresa complicada". “Com a cooperação, você consegue fazer o todo valer mais do que a somatória das partes”, resume o francês Yves Morieux, um dos maiores entusiastas de empresas mais simples e equipes mais integradas.

Na tradicional consultoria BCG (Boston Consulting Group), Yves lidera uma equipe que se dedica integralmente a estudar a evolução da produtividade nas empresas. A conclusão de suas pesquisas, no entanto, não é das mais animadoras: ao longo dos últimos anos, a produtividade dos trabalhadores vem caindo ou está praticamente estagnada na maioria dos países — apesar do desenvolvimento técnológico, remuneração variável e diversos outros artifícios do mundo corporativo moderno.

Nas maiores economias europeias, a produtividade costumava crescer 5% ao ano na década de 1950, 1960 e começo dos anos 1970. De 1973 a 1983: 3% ao ano. De 1983 a 1995: 2% ao ano. Desde 1995: menos de 1% ao ano. Mesmo na Alemanha, uma das economias mais resilientes do globo, os número não são animadores: 0.8% a partir dos anos 1990. Para o pesquisador, esse é um grande problema, já que o aumento da produtividade está intimamente ligado ao desenvolvimento da economia e aumento de padrão de vida das pessoas.

O que um dos maiores grupos de entretenimento do mundo, com uma equipe de mais de quatro mil artistas, pode te ensinar sobre criatividade no trabalho e nos negócios. Daniel Lamarre, presidente do Cirque du Soleil, acredita que muitas empresas seriam mais bem-sucedidas se dessem voz à criatividade de seus funcionários. Segundo o presidente da famosa trupe de circo canadense — hoje um negócio multimilionário presente em mais de quarenta países — uma pesquisa recente mostrou que somente 25% dos funcionários de empresas norte-americanas se sentem estimulados a ser criativos. Em outras palavras, três quartos de toda empresa acham que sua criatividade não é necessária ou valorizada.

Walter Robb, CEO da Whole Foods, acredita que, nos próximos anos, os clientes exigirão uma mudança na maneira como os negócios são administrados.

Atuando na linha de frente da Whole Foods, rede varejista americana com foco em alimentos saudáveis e orgânicos, Walter Robb garante que atuar além dos lucros não é um luxo e sim uma prioridade que as empresas precisam ter nos próximos anos. Para o co-CEO, não dá mais para fugir do chamado “capitalismo consciente”. "O CEO da Univeler disse outro dia que nosso capitalismo já alcançou sua data de validade. Nossos clientes, nos próximos dez anos, serão aqueles que exigirão uma mudança na maneira como trabalhamos e tocamos nosso negócio"

Walter Robb, co-ceo da Whole Foods (Foto: @_openspace_)

Christensen é professor de Harvard e já escreveu diversos livros sobre inovação. Curiosamente o primeiro que li especificamente sobre o tema, no início dos anos 2000 foi justamente dele. De lá para cá acompanho de perto suas ideias e utilizo muitos conceitos criados por ele no meu trabalho como consultor e professor.

No mundo corporativo muitas vezes as teorias são vistas com certo preconceito mas é preciso ter em perspectiva que muitas vezes uma boa teoria de gestão pode explicar ou resolver os problemas que vivemos nas organizações. Vejamos o que Christensen trouxe na sua palestra.

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O empresário diz que já viu crises econômicas muito piores: 'Vocês conhecem alguma crise que não acabou?

Como empresário, Abilio Diniz não ignora a crise. "Eu sinto que tem muita gente sofrendo nesse momento, gente angustiada e preocupada não só com o dia de hoje, mas com aquilo que vem pela frente", diz. Nem por isso ele se mostramuito preocupado. O empresário, um dos mais conhecidos do país, diz que já passou momentos mais difíceis na sua vida, lembrando a crise da década de 1980.

Agora, ele diz que a há uma crise mais política que econômica. "O Brasil tem pessoas capazes de assumir posição de liderança e de encontrar no momento certo a solução para os nossos problemas", afirmou durante o evento HSM Expomanagement, realizado em São Paulo. Abilio acredita que o país é muito maior do que suas dificuldades momentâneas e do que seus governantes. "Vocês conhecem alguma crise que não acabou? Como dizia minha mãe, não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe."

Abilio Diniz (Foto: @_openspace)

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