A fundadora da rede de empreendedores Endeavor, Linda Rottenberg, deixa bem claro: para ela, é um elogio. Isso porque esse é o maior sinal de que você está no caminho certo. "Se não está sendo chamado de louco, não está pensando grande o suficiente".

Foi bem assim quando ela decidiu criar a Endeavor, com o objetivo de estimular o empreendedorismo na América Latina. Ninguém imaginava que daria certo. A palavra "empreendedor" sequer existia nos dicionários daqui. Só depois de muita insistência — inúmeras cartas a editoras —, os livros cederam à pressão. Para ela, foi muito mais porque estavam cansados de ter a Endeavor "enchendo o saco". 

Linda Rottenberg em palestra nesta quarta-feira (11/11) em São Paulo (Foto: @_openspace_)

E é essa uma das características de Linda (que deveriam ser seguidas por empreendedores de todo o mundo): a persistência. Mas está longe de ser a única. Confira cinco dicas da empreendedora para ter sucesso com a sua startup:

Autor do bestseller A Startup Enxuta (The Lean Startup), o empreendedor Eric Ries é o tipo de orador que atrai uma legião de jovens empreendores para onde quer que vá compartilhar suas ideias. Com a máxima de “Comece pequeno e aprenda rápido”, a sua filosofia lean virou febre entre todos que querem abrir a próxima grande empresa, e dá um passo a passo para a inovação sustentável. Em sua primeira visita ao Brasil, para participar da HSM ExpoManagement, o empreendedor compartilhou algumas reflexões de seus mais de vinte anos de carreira no empreendedorismo. Confira a seguir:

Nem o seu DNA estará seguro. De acordo com Marc Goodman, ex-futurista do FBI, será possível criar armas químicas que atingem somente pessoas específicas.

Entusiasta do avanço científico, Goodman, que era policial de rua em Los Angeles no começo da carreira, vê a tecnologia como uma faca de dois gumes. Ele acredita que com a popularização de ferramentas de biohacking, criminosos poderão criar drogas que podem matar líderes mundiais em instantes.

"Com o sequenciamento do DNA, a engenharia genética se torna tão simples quanto a de software", segundo o futurista.

Imagem do DNA

Há quase quatro décadas, a psicóloga de Harvard, Ellen Langer, estuda como a atenção no que está acontecendo no presente pode mudar os profissionais. Ela é considerada a“mãe do mindfulness”. Os estudos da professora apontam que, quando não estamos observando e sentindo cuidadosamente, é como se não estivéssemos presentes nas situações que vivemos. "A consequência é que sempre perdemos oportunidades", afirmou.

O psicóloga Ellen Langer em palestra nesta quarta-feira (11/11) em São Paulo (Foto: @_openspace_)

O economista comportamental Dan Ariely defende que o ambiente e os pequenos detalhes têm uma grande peso na hora de fazermos escolhas.

Na Europa, o número de cidadãos que se declaram doadores de órgãos pode variar drásticamente de país para país. Na Bélgica, 98% da população é doadora, enquanto na vizinha Holanda apenas 28% das pessoas estão dispostas a doar — apesar de campanhas de conscientização do governo. Onde está a resposta para tal contraste? Onde você menos imaginaria: no formulário que a população tem de responder. Na ficha de belgas, franceses e poloneses, as pessoas marcam um "X" caso não queiram doar. Na de holandeses, britânicos e dinamarqueses, é o contrário - eles marcam caso queiram. A chave não está em quem é mais altruísta, mas no simples fato de fazer uma ação - neste caso, marcar o simples "X".

Acredite ou não, a mesma lógica se aplica a muitos cenários na vida. É o que defende o economista comportamental Dan Ariely, autor dos best-sellers "Previsivelmente Irracional" e "Positivamente Irracional". Professor emérito da Duke University, ele é especialista em explicar como as pessoas agem em diferentes ambientes e o que há por trás de suas decisões. Para o estudioso, a arquitetura da escolha na história dos formulários estava sob o controle de quem fez as fichas, não das pessoas. "Mas não tem a ver só com formularios. E temos uma intuição muito fraca em relação a isso", afirma Ariely.

O economista Dan Ariely em palestra nesta quarta-feira (11/11) em São Paulo (Foto: @_openspace_)

Porque empresas tão extraordinárias como a Kodak deixaram de existir e perderam a liderança?

Segundo Rivadávia, mesmo as empresas fazendo tudo certo e tendo uma boa performance, a medida que as empresas ficam maduras e bem sucedidas, se tornam terreno infértil para inovação. O professor aponta ainda 3 fatores que dificultam a inovação nessas empresas:

  • Processos estruturados;
  • Forma de alocação de recursos pré-estabelecidas; e
  • Valores pré-determinados

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