Aquela frase antiga de que para vencer na vida “a mulher tem que falar grosso” perdeu espaço nas empresas competitivas, muito mais interessadas em resultados. Mas não deixou de ser verdade para as profissionais que buscam se destacar nas grandes corporações – e percebem, cedo ou tarde, que ter uma “voz fininha” não ajuda a ganhar uma negociação. “As vozes mais graves são associadas ao sucesso”, afirma Mara Behlau, fonoaudióloga e professora de comunicação para negócios e relações interpessoais do Insper. “Nas organizações, ela provoca uma percepção de maior competência, persuasão, confiança e segurança.”

TODOS OS funcionários, do CEO aos trabalhadores da linha de frente, cometem erros evitáveis: subestimamos o tempo necessário para concluir uma tarefa, negligenciamos ou ignoramos informações que revelam uma falha em nosso planejamento, ou não aproveitamos benefícios da empresa que seriam vantajosos para nós. É extremamente difícil reconfigurar o cérebro humano para desfazer os padrões que levam a esses erros. Mas existe outra abordagem: modificar o ambiente no qual as decisões são tomadas, para que as pessoas tenham maior probabilidade de fazer escolhas que produzam bons resultados.

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