A maioria das empresas faz pesquisa com clientes para medir-lhes a satisfação, identificar possibilidades de melhoria ou simplesmente permitir que os descontentes desabafem. A abordagem parte de uma mentalidade pessimista e focada em problemas. “Os clientes foram condicionados a sempre procurar o que está errado”, diz Sterling Bone, professor associado de marketing da Huntsman School of Business, no estado de Utah. Na verdade, a grande maioria das pesquisas sobre atendimento ao cliente trata da “recuperação de serviços” – que fazer quando um cliente se queixa. Durante um curso de estudos bíblicos, quase uma década atrás, Bone refletiu sobre o poder da gratidão e começou a se perguntar o que aconteceria se se esse sentimento fosse mencionado em pesquisas com clientes. E se em vez de as empresas perguntarem a eles o que deu errado perguntassem o que deu certo?

Neil Patel teve uma experiência péssima com empresas de marketing. Quando começou a empreender onde mora, nos Estados Unidos, queria aumentar o tráfego de seu site vindo do Google. Contratou especialistas na esperança de que pudessem entregar resultados. Sem sucesso. “E ainda levaram todo o meu dinheiro”, brinca o empresário de 31 anos. A solução que ele encontrou? Fazer marketing digital ele mesmo. Não só deu certo, como o jovem virou uma espécie de guru no assunto. Hoje, é seguido por mais de 230 mil pessoas no Twitter e escreve regularmente sobre o assunto em seu blog e em revistas especializadas. Segundo artigo na Forbes, ele é um dos influenciadores do marketing para ficar de olho em 2017.

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