Há pessoas que, a despeito do momento em que vivem, mostram-se genuinamente confiantes. É como se a confiança fosse algo com que nós nascêssemos e não precisássemos cultivar dia após dia. O negócio é que essas pessoas são exceção — a maioria de nós é menos confiante do que deveria e até poderia ser. O que fazer então?

“Devagar! Quem mais corre, mais tropeça", diz Frei Lourenço, personagem de Romeu e Julieta. E o conselho bem que poderia ser seguido pelos profissionais que ficaram com a sensação de estar com a carreira estagnada em 2016. Num ano em que o desemprego atingiu 12 milhões de pessoas, as movimentações profissionais escassearam e os investimentos em desenvolvimento e premiações diminuíram. Nesse contexto, a adrenalina baixa e a impaciência aumenta. "Nos momentos de crise, todo mundo fica com o freio de mão puxado", afirma Gislene Camargo Giovanelli, sócia-diretora da KPMG, consultoria de São Paulo.

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