A pergunta é velha, mas muitas vezes uma negociação emperra justamente porque ter razão é mais importante para quem negocia do que realmente solucionar o problema.

Há apenas uma laranja na casa e duas irmãs querem essa mesma fruta. Depois de uma longa discussão, optam por uma solução salomônica: cada uma ficará com meia laranja. As duas então vão, cada uma para o seu lado, desfrutar da meia laranja que lhes coube. E só aí se dão conta de que, enquanto uma queria comer a polpa, a outra precisava da casca para usar as raspas em um bolo.

Ou seja: se as duas irmãs tivessem dado um passo além na negociação e procurado conhecer as intenções por trás do desejo da outra, uma teria ficado com toda a polpa, enquanto a segunda teria toda a casca de que precisava.

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