No Brasil o movimento de Gestão de Projetos, no Setor Público, iniciou oficialmente em 1993, com criação do subprograma da Qualidade e Produtividade na Administração Pública, ampliação do então Programa Brasileira da Qualidade e Produtividade – PBQP. Contudo, a busca pela qualidade nos processos (rotinas) era mais forte que inciativas de ruptura. Somente em 2005 o programa passou por uma reestruturação assumindo a denominação de Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização – GESPÚBLICA, contando com núcleos estaduais e várias unidades de suporte (GESPÚBLICA, 2009).

Várias outras iniciativas foram iniciadas por todo país, por governos estaduais e municipais, principalmente nos maiores e mais estruturados, entre elas a designação de um responsável pelos projetos, criação de departamentos, e até implantação de escritórios de projetos. Contudo, algumas dessas iniciativas se resumem a setores de registro das informações relacionadas aos projetos ou convênios com outros órgãos. São comumente adicionadas as atribuições desses setores a captação de recursos, que posteriormente podem ser convertidas em Convênios.

Em outros países, considerados de primeiro mundo, os Escritórios de Projetos evoluíram para unidades ligadas diretamente a estratégia da organização, como é o caso do Governo de Queensland, na Austrália, o seu Escritório Principal de Projetos (algo como uma Secretaria de Estado aqui do Brasil) tem um caráter estratégico e está subordinado diretamente ao Ministro de Estado (QUEENSLAND, 2014).

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