A especialista americana Robin Chase ensina a lucrar com negócios baseados no compartilhamento. Uma das maiores especialistas do mundo em shared economy – economia compartilhada ou colaborativa -, a americana Robin Chase esteve no Brasil para uma palestra na HSM ExpoManagement. Depois do encontro, que teve como tema “Indo Além da Web 2.0: consumo, infraestrutura e financiamento colaborativos”, a expert – fundadora das empresas ZipCar, GoLoco e Veniam Works, e autora do livro Economia Compartilhada - falou à revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Segundo ela, a economia compartilhada tem o poder de “criar abundância em um mundo marcado pela escassez.” Veja a seguir as dicas para faturar com a tendência.

Robin Chase é especializada em economia colaborativa (Foto: Divulgação)

1. Descubra onde está a capacidade excedente 
Os negócios de maior sucesso da economia colaborativa tiram proveito de ativos ociosos já existentes no mercado. A Zipcar, criada por Robin, foi criada depois que a empreendedora descobriu que os carros particulares passam 95% do tempo ociosos. Hoje, o negócio fatura alto alugando carros particulares para seus clientes. O WhatsApp triunfou fazendo uso de dispositivos e conexões que os usuários já tinham. Muitas empresas lucram usando um ativo que estava sendo desperdiçado: a energia solar. Quais são os recursos excedentes que você pode usar para montar sua startup?

2. Invista em negócios ligados às cidades inteligentes 
A tendência das Smart Cities é uma das mais promissoras do momento. Empresas ligadas à shared economy podem investir em biocombustíveis, sistemas de planejamento urbano, startups que fazem uso dos espaços públicos, empreendimentos relacionados à logística – uma empresa americana, a uShip, ganha dinheiro redistribuindo cargas de caminhões, para diminuir o consumo de combustível e a redução de emissão de CO2.

3. Crie plataformas para conectar, organizar e dar voz aos usuários 
Não basta descobrir onde está o excedente, ou investir no aprimoramento da vida nas cidades. É preciso criar plataformas modernas e funcionais que estimulem as pessoas a se unirem em torno de objetivos comuns. Não é à toa que empresas como Airbnb e Etsy estão entre as mais bem-sucedidas do momento.

4. Invista em modelos que ajudam a encontrar a pessoa certa no momento certo 
Diversas empresas colaborativas têm como base a ajuda mútua: elas lançam ferramentas que permitem que pessoas com conhecimentos ou informações específicas ajudem outras. Exemplos desse nicho são o Waze, onde usuários compartilham informações sobre o trânsito, e a HelpAround, startup que ajuda diabéticos em situações de emergência, com apoio de comunidades locais.

5. Use o menor produto mínimo viável possível 
Quando criou o Zipcar, Robin investiu apenas US$ 75 mil dólares: no início, a empresa consistia em um fusca que ficava estacionado no quintal de sua casa e era compartilhado por 22 pessoas. Testado o modelo, ela colocou mais quatro carros para alugar e divulgar o negócio. “O importante é sentir, desde o começo, se o seu negócio é capaz de tocar a alma dos consumidores”, diz.

Por Marisa Adán Gil - 11/11/2015 | Publicado originalmente: Pequenas Empresas Grandes Negócios

 
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