Não há no mundo quem se case já imaginando o dia de assinar a papelada do divórcio. Assim como poderia parecer estranho fazer planos para os próximos 20 anos incluindo uma doença grave no percurso. Do mesmo modo, ninguém abre uma empresa pensando no dia da falência. Tudo isso parece bem óbvio e até soa positivo, afinal, que mal há em ser otimista? Não enxergar o tamanho do poço, esse é o grande risco.

O patrocínio não pode ser associado ao enredo; deve haver uma parceria entre escola e patrocinador 

O custo de um desfile do grupo especial de escolas de samba do Rio de Janeiro, que dura cerca de 82 minutos uma vez por ano, gravita em torno dos R$ 10 milhões. O gestor conta com uma receita inicial de aproximadamente R$ 4 milhões, oriundos das cotas de transmissão para a televisão e também do poder público, e a outra parte tem vindo, nos últimos tempos, de um patrocínio associado ao enredo.

Rebecca Henderson não doura a pílula, como muitos de seus colegas têm feito: segundo ela, nem sempre investir em sustentabilidade dá lucro. No entanto, não é possível mais pensar só em resultados. Isso porque a mudança de paradigma já se tornou uma questão de sobrevivência da espécie.

Faz mais de 20 anos que a professora e pesquisadora da Harvard Business School questiona o management convencional. “Gestão tem a ver com lidar com pessoas, só que muita gente vinda das áreas de economia e exatas não entende isso. Os modelos preferidos, como o de Singapura, podem ter ótimos resultados econômicos, mas ignoram o fato de que a confiança social está em colapso e há pouca criatividade, o que não é sustentável. Além disso, não seremos capazes de solucionar os problemas que enfrentamos hoje só com tecnologia, como um número crescente de executivos acredita”, afirmou em entrevista exclusiva.

A Deloitte tem a satisfação de apresentar os resultados de uma pesquisa inédita que captou a visão de tomadores de decisão sobre como as organizações estão se preparando para 2017, um ano que pode representar uma inflexão na evolução da economia e do ambiente de negócios do País.

Começo com esta pergunta mais filosófica, pois é raro pararmos para pensar o quanto precisamos no hoje e no futuro. Quais são as nossas necessidades e o quão longe iremos nas nossas escolhas para suprir o que definimos como essencial para nossa vida? Ao mesmo tempo que temos necessidades, temos desejos, o que é legítimo, afinal isso nos move para alcançar nossos objetivos.

Quando falamos de diversidade, de imediato pensamos na adaptação de uma pessoa perante o outro. Complexa e mutante, já que nenhum ser humano é igual ao outro, adaptação é o desafio. Somos todos muito semelhantes e diversos, e frequentemente expostos ao julgamento e a aprovação do outro.

Scott Page, diretor do Centro para Estudos de Sistemas Complexos da Universidade de Michigan (EUA), observa dois tipos de diversidade. A aparente, baseada em estereótipos (gênero, etnias, idade, nacionalidade, por exemplo); e a diversidade baseada em modos de pensar, perspectivas de mundo, modelos de previsão, visão de mundo influenciada pela formação cultural e experiências pessoais. Além desse conceito quero compartilhar reflexões minhas: aceitar o diferente, traz embutida uma certa arrogância, pois pressupõe que o meu modo de ser é o que tem a autoridade para aceitar ou não. Incluir, significa trazer para dentro do seu círculo, e não pular para dentro do círculo do outro, nem aumentar a intersecção dos círculos.

orb.digital