Há séculos a humanidade conhece os sete pecados capitais, anteriores mesmo ao cristianismo (que os incorporou como forma de educar seus fiéis).

 

Parceira da gula, luxúria, avareza, ira, preguiça e soberba, a inveja, porém, ocupa lugar de destaque no mundo dos negócios – para pior.

É o que revela estudo do Lindner College of Business, da Universidade de Cincinnati: funcionários com inveja de alguns colegas, seja por ganharem mais seja por receberem maiores elogios do chefe, perdem o foco em suas obrigações, dispersando a atenção e desperdiçando seu tempo com fofocas maldosas.

O invejoso chega ao ponto de levar seu ressentimento para casa, acordando na manhã seguinte ainda com esse mal-estar presente.

Ironicamente, a inveja afetaria mais as pessoas com maior talento para resolver problemas em um ambiente criativo. Elas teriam o que os autores chamam de “motivação epistêmica”, isto é, embora sejam hábeis em negociar e considerar detalhes, também acabam tendendo a ruminar mais ressentimentos e se abalar por supostas injustiças que sofreriam. Por causa disso, ao final acabam produzindo menos, abaladas pelo fenômeno psicológico do “esgotamento do ego”.

E essa atitude acaba contaminando a equipe, que se sente menos motivada a colaborar ou mesmo a ouvir queixas pessoais de um colega em tal situação. Isso cria um círculo vicioso em que, quanto mais ressentimentos surgem, menos produtividade e colaboração são geradas.

 

 

Por Paulo Eduardo Nogueira/ Publicado por Época Negócios

 
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