Ricardo Guimarães, fundador e CEO da Thymus Branding, fala sobre as mudanças pelas quais companhias precisam passar no século XXI

As empresas no século XX funcionavam como máquinas, mas hoje, precisam se comportar como seres vivos. É o que defende Ricardo Guimarães, fundador e CEO da Thymus Branding, empresa que se define como consultoria estratégica na condução de planejamento e gestão de aspectos intangíveis. Durante o HSM ExpoManagement 2016, Guimarães afirmou que as empresas hoje estão passando por circunstâncias transformadoras e precisam se adaptar para sobreviver no cenário atual.

“Seja a mudança de geração, profissionalização de gestão, nova tecnologia, globalização de seu mercado local, todas as empresas passam por isso. São três ou quatro circunstâncias que impactam a questão da identidade. E isso pode a se materializar em dois aspectos: cultura e  marca”, afirmou.

Guimarães disse que vivemos atualmente uma mudança estrutural em todo o mundo, em que a “aceleração do tempo histórico das organizações” exige adaptação. No século XX, disse ele, havia um mundo com menos pessoas em que a tecnologia de comunicação e informação era lenta e cara. Hoje, a tecnologia de transmissão de informação é mais poderosa e barata. “O tempo se acelera. Se antes demorava meses entre o acontecimento de um fato e a informação, agora estamos no tempo real, não há mais distância de tempo entre fato e conhecimento do fato.”

As empresas que foram moldadas nesse cenário do século XX são adaptadas a um mundo previsível, de mudanças lentas. “Conseguimos construir instituições muito boas, sólidas, hierárquicas, em que havia submissão do indivíduo à instituição”, afirmou Guimarães. Essas empresas, ele chama de empresas-máquina. Contudo, atualmente, o cenário é outro: o mundo se torna instável, dinâmico, em que a comunicação é transparente, rápida e complexa. “Empresa-máquina não sobrevive no sistema de hoje”, disse Guimarães. “A sobrevivência da empresa não está mais na manutenção, mas na capacidade de se adaptar.”

“Uma empresa não consegue mais fazer previsões seguras, com causa e efeito claros. Surge o indivíduo conectado em rede, capaz de trabalhar, produzir, relacionar-se e mobilizar pessoas usando internet”, afirmou. “A tecnologia dá o poder que o indivíduo nunca teve. Saímos da sociedade industrial para sociedade em rede.”

Nesse cenário, é cada vez mais importante para as empresas lidarem com os fatores intangíveis, como marca, cultura, relação, conhecimento e inovação. “As empresas começam a obedecer imperativos de sobrevivência como na biologia. É preciso cooperação, interação constante para se adaptar a um cenário para o qual você não sabe o que vai acontecer”, afirmou.

Publicado por Época Negócios

 
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